Pesquisa não-objeto
Parangolés (1964–1965) – Hélio Oiticica Os Parangolés, criados por Hélio Oiticica entre 1964 e 1965, são obras fundamentais para entender a virada sensorial, política e participativa na arte brasileira do século XX. Eles não são simples vestimentas, nem objetos escultóricos tradicionais. São, como o próprio artista definiu, não-objetos — estruturas maleáveis, feitas de tecidos coloridos, plásticos, redes e estandartes, que ganham vida no corpo em movimento. O grande diferencial dos Parangolés é que eles foram pensados para serem usados, não apenas observados. Ao vestir um Parangolé e dançar com ele, o participante transforma a obra em ação, ativando seu sentido completo. A obra só “acontece” no corpo e no movimento. Inspirado pela vivência nas comunidades do Rio de Janeiro, especialmente nas escolas de samba e nos morros cariocas, Oiticica rompe com a arte institucionalizada e propõe um novo tipo de experiência estética, diretamente ligada à liberdade corporal, à improvisação e à va...