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Mostrando postagens de junho, 2025

Pesquisa não-objeto

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Parangolés (1964–1965) – Hélio Oiticica Os Parangolés, criados por Hélio Oiticica entre 1964 e 1965, são obras fundamentais para entender a virada sensorial, política e participativa na arte brasileira do século XX. Eles não são simples vestimentas, nem objetos escultóricos tradicionais. São, como o próprio artista definiu, não-objetos — estruturas maleáveis, feitas de tecidos coloridos, plásticos, redes e estandartes, que ganham vida no corpo em movimento. O grande diferencial dos Parangolés é que eles foram pensados para serem usados, não apenas observados. Ao vestir um Parangolé e dançar com ele, o participante transforma a obra em ação, ativando seu sentido completo. A obra só “acontece” no corpo e no movimento. Inspirado pela vivência nas comunidades do Rio de Janeiro, especialmente nas escolas de samba e nos morros cariocas, Oiticica rompe com a arte institucionalizada e propõe um novo tipo de experiência estética, diretamente ligada à liberdade corporal, à improvisação e à va...

Não-Objeto

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  Nossas diretrizes foram que teria que ser algo que fosse maleável, algo que fizesse barulho, e algo de metal,  o final do trabalho não fiquei satisfeita com o resultado, não achei um não objeto interessante, não tinha muito oque mecher nele, muita interação.

Desnho de perspectiva da praça da liberdade

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Desenho 1  Desenho 2 Desenho 3

Desenhos de perspectiva (1 de imaginação + 1 de observação)

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 imaginação  Observação 

Desenhos luz e sombra feriado Páscoa

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Pesquisa Fotógrafos

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Man Ray O que mais chama atenção nesta fotografia é justamente a presença de pequenos desalinhamentos que, à primeira vista, podem parecer imperfeições, mas que despertam um certo desconforto visual muito interessante. O corpo da modelo está ligeiramente deslocado para o lado, o cabelo não termina exatamente no centro da caixa, e o fundo também não é completamente uniforme. Esses detalhes, longe de atrapalharem a composição, acabam tornando a imagem mais intrigante e provocadora. ______________________________________________ Walter Peterhans O que considero mais fascinante nesta imagem é o uso das cores em oposição, que cria uma sensação marcante de profundidade e definição do espaço. A forma como os tons claros e escuros se contrastam interfere diretamente na percepção de amplitude ou clausura do ambiente. Além disso, as linhas presentes na composição reforçam uma sensação de simetria quase perfeita, que prende o olhar e traz uma ordem visual muito forte. __________________________...

Fichamento Licoes de Arquitetura

No livro Lições de Arquitetura , Herman Hertzberger nos convida a repensar a arquitetura como algo vivo, acessível e profundamente conectado às pessoas. Longe de ser um manual técnico ou teórico, a obra reúne reflexões construídas ao longo de sua trajetória, sempre com um olhar sensível sobre os espaços e sobre quem os habita. Logo no início, ele deixa claro que não está ali para impor verdades, mas para compartilhar aprendizados. Como o próprio título sugere, são “lições” que provocam, inspiram e nos fazem olhar o mundo construído com mais empatia. Para Hertzberger, a arquitetura não deve ser apenas bela ou funcional — ela precisa ser humana. Um dos conceitos centrais do livro é o de “estrutura aberta” : em vez de criar espaços fechados e engessados, o arquiteto deve oferecer ambientes que permitam apropriações diversas e usos imprevistos. Isso exige humildade: é preciso deixar espaço para o improviso e para a criatividade dos usuários. Ele defende também a “incompletude” como qualid...

Fichamento texto Design: Obstáculo para a remoção de obstáculos

O texto “Design: obstáculo para a remoção de obstáculos”, de Silvio de Almeida, propõe uma análise crítica do papel do design na manutenção das desigualdades sociais. Longe de ser neutro ou apenas técnico e estético, o design é apresentado como uma prática política, moldada por estruturas de exclusão. Almeida mostra que, mesmo quando visa a inclusão, o design frequentemente parte de um modelo idealizado de ser humano — branco, masculino, saudável, heterossexual e de classe média — o que exclui diversas vivências. Ele também desconstrói a ideia de “neutralidade”, argumentando que toda criação carrega decisões políticas sobre quem é incluído e quem é ignorado. O autor destaca que o design opera em uma sociedade marcada por desigualdades raciais, sociais e econômicas, e que, se não for repensado, continuará reforçando essas opressões, mesmo sob o discurso da inclusão. Por isso, inclusão, acessibilidade e representatividade precisam ser compromissos concretos e não apenas retóricos. Por...

Teoria do Não-Objeto

Teoria do Não-Objeto   No texto "Teoria do Não-Objeto", Ferreira Gullar apresenta a ideia de que a arte não precisa mais ser um objeto fixo, como uma escultura ou pintura tradicional. Ele propõe o "não-objeto", que é uma obra que só faz sentido quando alguém interage com ela. Ou seja, ela não está pronta sozinha, ela se completa com a experiência de quem vê, toca ou participa. Esse conceito aparece dentro do Neoconcretismo, um movimento brasileiro que queria romper com a arte muito racional e fria do Concretismo. Os neoconcretos buscavam uma arte mais viva, sensorial e ligada ao corpo. Um bom exemplo são as obras de Lygia Clark e Hélio Oiticica, que precisam da participação do público para existir de verdade. Gullar mostra que o não-objeto não é apenas uma forma ou uma coisa: é uma experiência. Ele quer tirar a arte do pedestal e trazer ela para perto da vida real, onde o espectador também é parte da criação.